Branding Reverso: 5 passos para construir seu posicionamento
Tempo de leitura: 4 minutos
spoiler: tem novidade no final do texto 🙂
Em todo projeto de posicionamento, o desafio não é criar algo do zero, mas descobrir o que já existe e está coberto. Fazer as perguntas certas, facilitar as dinâmicas e estimular as equipes para que os valores e propósito da empresa surjam como são.
Essa condução, geralmente feita por um estrategista de marca, tem um preço que muitas empresas não conseguem arcar. No entanto, isso não significa que você, do seu jeito e com algum suporte teórico, não possa fazer.
Por isso, criei o que chamo de branding reverso.
Através de filtros que te ajudam a ver primeiro quem o seu negócio não é, você começa a ter o mínimo de clareza necessária para entender quem é, comunicar e fazer escolhas que te coloquem num caminho próximo ao ideal.
Vamos ver como isso funciona.
Decidindo por eliminação
Pense em eficiência de decisão.
Imagine o cenário: você saiu tarde para jantar em um restaurante com boas opções. A única restrição que você tem é uma intolerância à lactose.
Dos 20 pratos do cardápio, você elimina 10 opções com lactose que estragariam a sua noite. Dos 10 restantes, você entendeu que oito poderiam ser pesados demais para a noite. Sobram duas opções de peixe que parecem garantir uma refeição deliciosa e uma noite tranquila. Ufa!
Você não escolheu o peixe apenas pelo gosto pessoal. Você chegou a ele por eliminação lógica. Você reduziu 90% das opções e aumentou a chance de acerto focando no que precisava evitar.
No branding, a lógica é idêntica. Em um mercado saturado, saber o que sua marca não acredita e não entrega é uma vantagem competitiva imediata.
Isso é fazer sentido: economizar recursos evitando caminhos que não são seus.
Para aplicar o branding reverso e ganhar tração antes de investir num projeto realmente robusto, utilize estes cinco passos práticos:
1. Filtro pelo contraste
Com uma pesquisa focada, encontre 10 ou mais empresas que você conhece no seu segmento. Divida-as em duas listas: as que gosta versus as que não gosta.
Analise friamente: por que elas te incomodam? É a promessa agressiva? O visual datado? O atendimento automatizado?
Ao identificar o que você rejeita no mercado, você se aproxima, por contraste, do posicionamento ideal da sua própria empresa.
2. Olhar para a sua operação
Observe o que sua empresa já faz organicamente.
Quais oportunidades o time abraça com vontade? Quais projetos vocês recusam naturalmente? A identidade da marca já está operando nessas escolhas. Você só precisa organizar e verbalizar isso.
O propósito não vem de uma frase de efeito, mas das suas decisões diárias.
3. Ouça o seu time
Sua equipe é a primeira linha de defesa da marca.
O comportamento deles reflete a realidade da liderança muito mais do que qualquer manual de conduta. Se o time é técnico e sério, não adianta a marca tentar ser “engraçadinha” nas redes sociais.
Alinhe a comunicação externa com a realidade interna do seu capital humano. Coerência gera confiança.
4. Fale com os seus clientes
Pergunte aos clientes atuais não sobre o produto, mas sobre a experiência.
O que eles valorizam que você entrega sem perceber? Muitas vezes, o cliente compra presença enquanto você acha que está vendendo velocidade.
A percepção do cliente muitas vezes destaca algum ponto em que nunca pensamos antes, se não perguntarmos a eles.
Se tiver a oportunidade, fale com quem não comprou de você também e entenda os motivos disso.
5. Confie no seu instinto
Se uma estratégia parece lógica no papel, mas desconfortável na prática, ela vai falhar na execução. Acredite, falo disso por experiência própria.
O branding exige autenticidade para ser sustentável.
Confie no seu instinto: se algo não parece certo para a empresa, provavelmente não é. Não se iluda pela paixão nem se paralise pelo medo, mas se você genuinamente acredita na sua tese, siga!
Não existe o momento perfeito ou o orçamento ideal para levar sua marca a sério. Você tem todas as ferramentas para começar pelo básico bem feito.
O branding reverso ajuda a limpar os ruídos, definir limites e atuar com consistência dentro do que você acredita.
Quando o crescimento vier e a verba para contratar uma boa consultoria aparecer, você já terá uma base sólida, pronta para ser amplificada, e não uma bagunça para ser consertada.
Fazer sentido é, antes de tudo, saber quem você não é.
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